quinta-feira, 14 de junho de 2012

Uma canção para despertar


Mergulhado em um imenso abismo infinito, entorpecido pelos erros do passado. A felicidade que um dia já houve nunca deixou de ser mentira. As responsabilidades negadas precisam ser assumidas. É preciso reconhecer a dor e sorrir para a vida. Mas, antes de tudo, é preciso um amor - terno, companheiro, ativo. Se for da Natalie Portman, melhor ainda.

Eu preciso chorar.
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Comentários sobre a trilha bacana de Garden State podem ser encontrados aqui.

domingo, 10 de junho de 2012

Setembro amargo


Não imaginei que Setembro pudesse ser tão amargo. O verão que não termina, Nova Iorque que não chega. Sufocados dentro de uma casa, não sobra nem um fio do característico humor de Wood Allen. Filme iteressante, cambando mais para os arroubos bergmanianos que os marxistas. Groucho-marxistas, que fique bem claro.

sábado, 9 de junho de 2012

Ahab




Um homem em busca de si mesmo. Chegar aos cinquenta não deve ser fácil. Bill precisa encontrar sua baleia branca, e precisa estar de pé ao final da empreitada. Os resultados pouco importam, o que vale é a viagem em busca de algo que foi perdido, e que o horizonte de um homem dessa idade parece deixar cada vez mais longe. Assim é em A Vida Marinha com Steve Zissou. Mas não foi tão diferente em Flores Partidas, ou mesmo Encontros e Desencontros. Três filmes, entre 2003 e 2005, nos quais Bill corre atrás do tempo, ou outro algo, perdido. Quanto a ele, eu não sei. Para quem assiste, sempre dá para achar alguma coisa.



sexta-feira, 8 de junho de 2012

Melindas


Triste sina. Enquanto meu DVD pula como um 78 arranhado, Melinda salta entre a tragédia e a comédia. Mais uma vez, Allen brinca com a narrativa e com o narrador, produzindo uma deliciosa história, ou histórias, com os dramas emocionais que tanto gosta. Melinda e Melinda contem os velhos ingredientes de sempre - amores frustrados, separações inusitadas, crises existenciais. Estão lá os discursos saborosos, recheados de humor de Woody Allen na voz de Will Ferrell, que para mim foi, até agora, seu melhor intérprete. Sua insegurança, seu atrapalhamento, seu humor sem risos tem formato próprio, mas perfeitamente adequado ao texto de Allen. E a trilha, sempre perfeita. Grata surpresa.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Cine Noir


Miles é meu herói. Pro grande perdedor que é, os vinhos parecem ótimos!
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Por falar em perdedor, assisto ao filme tomando chá. Gastrite maldita!

domingo, 3 de junho de 2012

Pais e filhos



Para um homem que tem tudo, para que serve o futuro? Se tudo puder se resumir a mulheres, aí é que futuro cheira a encrenca. Para que tudo continue funcionando, nenhum laço pode ser atado, nenhuma âncora baixada. Nesse contexto, o que é um filho? Nada, se você simplesmente desprezá-lo. Afinal de contas, um filho é viver hoje de frente para o alvorecer. Para tê-lo, é preciso amá-lo como se houvesse um amanhã. É nesse dilema que se encontra Don Jhonston no filme Flores Partidas - como um arquétipo do conquistador que todos gostamos de ver: vazio, solitário, com um leve ar de frustração. O fracasso de Jhonston é reconfortante para todos nós, machos-ômega. Só isso pra mover a manivela de nossas vidas vazias, solitárias, frustradas... e cheia de filhos.
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A música acima faz parte da trilha sonora que é ótima. Está comentada aqui.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

We're all goin' straight to hell



Se o ócio é a oficina do diabo, eu não sei. Só sei que com tanto tempo vazio, a filmografia do Woody Allen está sendo posta em dia. A Era do Rádio é um delicioso filme, contado com uma costura de crônicas da vida privada, recheada de bom humor nos diálogos afiados construídos por Allen. Dessa vez, um olhar juvenil observando a vida adulta em suas situações comezinhas. Só agora, revendo - ou vendo pela primeira vez, como esse -, percebo como Allen alterna a linha de suas histórias, flutua com diferentes focos e, as vezes, diferentes narradores. Sem dúvida, um belo contador de histórias.
A música escolhida está no filme, não na versão da Marisa. Era só um pretexto para ouvi-la novamente.