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sexta-feira, 19 de março de 2010

O que realmente importa


De tudo que aconteceu no Oscar de 2010, a única coisa que realmente tinha alguma importância foi a homenagem a John Hughes. Ver seus atores perfilados para um último tributo, com suas caras envelhecidas, tão comuns quanto a vida, nos faz perceber que o sonho existe, e que um belo dia, vira outra coisa. Afinal, tudo acaba. Mas, por um átimo, existiu um universo de possibilidades. Como numa sequência de pensamento, lembrei-me de outros que se foram ou ainda estão por aí, alquebrados mas resistentes. Enquanto alguns celebram vitórias, outros sorriem ao perceberem que sobreviveram.
Michael-J-Foxcassia eller by thiago padoanMARCELO FROMER kiko coelhorenato cazuza



No dia 12.03, nos despedimos do Glauco. Nunca na história deste país tantos morreram tão jovens. Os anos 80, mais uma vez, estão de luto.
laerte glaucoImagem de Laerte.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ídolos de barro


A primeira década do terceiro milênio, montada sobre uma ampla rede midiática, trazia a impressão que o exagero levaria ao estrelato. Living fast, dying... never. De Britney Spears e Lindsey Lohan a Ronaldo e Adriano, pipocavam por todos os lados exemplos de gente que, quanto mais bobagem fazia, mais admiração conseguia. O grande rei da extravagância, Michael Jackson, morreu e, ao que parece, virou deus. Assim, tome candidatos esdrúxulos a celebridade em reality shows, como assistentes de palco ou videomakers de Youtube. No apagar da década, Tiger Woods, um dos maiores fenômenos de sua geração, mostrou que, pelo menos no caso dele, o buraco é mais embaixo. Além do prejuízo próprio, com o cancelamento de seus patrocínios, prejuízo a outros. "O escândalo pode ter custado às empresas patrocinadoras do maior golfista do mundo entre 5 bilhões e 12 bilhões de dólares em perdas", como postado no UOL Notícias, ou queda de audiência dos torneios de golfe, que chegara a quase 50% quando afastara-se por oito meses no ano passado. Naquele momento, o percentual de queda das taxas publicitárias dos torneios sofreram um índice de redução parecido, causando apreensão entre os organizadores dos campeonatos com o que poderá acontecer, como foi noticiado em O Globo de 06.01.10. Mesmo que ainda chame todos os olhares em sua direção e ocupe um grande espaço na mídia, como a capa da Vanity Fair, por exemplo, Tiger Woods está provando o gosto amargo de que, mesmo no mundo da fantasia midiática, alguns atos podem gerar, no mínimo, imenso desconforto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O símbolo de uma década


Começamos a década com jovens rapazes insistindo em exibi-las. Em pouco tempo, encontrávamos calças arriadas em vários lugares. Passamos a ser obrigados a ver pedacinhos expostos aqui, outro ali. Tomou conta da televisão, dos shoppings, das escolas. Como não sou frequentador de Igreja, não sei se a moda já chegou à missa. Tornara-se, rapidamente, a marca de uma geração. No transcorrer do período, descobrimos que era também instrumento de poder, chegando a ser destaque no noticiário sobre os acordos políticos desenvolvidos pela situação. Há pouco mais de um ano, descobrimos que fortalecia a imagem dos atletas-celebridades, alguns ganhando mais destaque pelo seu uso do que pelo que faziam como esportistas. Agora virou arma terrorista! Pelo visto, enquanto o mercado busca novos produtos para atender as novas demandas, algumas até bem nojentas, no campo da segurança gera artigos preocupados e, de minha parte, uma sugestão: em lugares como aeroportos e Congressos, detectores de cueca. Qualquer um que esteja portando uma, passa a ser suspeito de tentativa de crime.