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domingo, 20 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
domingo, 21 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
O que realmente importa
De tudo que aconteceu no Oscar de 2010, a única coisa que realmente tinha alguma importância foi a homenagem a John Hughes. Ver seus atores perfilados para um último tributo, com suas caras envelhecidas, tão comuns quanto a vida, nos faz perceber que o sonho existe, e que um belo dia, vira outra coisa. Afinal, tudo acaba. Mas, por um átimo, existiu um universo de possibilidades. Como numa sequência de pensamento, lembrei-me de outros que se foram ou ainda estão por aí, alquebrados mas resistentes. Enquanto alguns celebram vitórias, outros sorriem ao perceberem que sobreviveram.
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No dia 12.03, nos despedimos do Glauco. Nunca na história deste país tantos morreram tão jovens. Os anos 80, mais uma vez, estão de luto.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Espírito olímpico
A equipe feminina de hóquei venceu a medalha de ouro da Olimpíada de Vancouver e comemorou, ao vivo e a cores, a base de champanhe, cerveja e charuto. Bem, pelo menos não estavam de cueca. Via O Globo.
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Em 2004, Atenas celebrou o retorno dos jogos em território grego, e fez questão de relembrar alguns dos princípios que fundamentavam a reunião de tantos povos em um evento. Belicismo e respeito; filosofia e religião. Uma homenagem aos deuses e aos homens, que deixou rastros na história. Hoje, a coroa de louros seria tragada. O barato é maior e. afinal de contas, o que interessa é o prazer. Veja abaixo a celebração em 2004 de uma outra ética.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Estupendoman strikes again!
O grande herói de 2009 está de volta, e promete 60 gols na temporada. Cuidado que o Fred vai te pegar...
Esse é o homem com espírito de escorpião que voltara, depois de toda a crise física e psicológica que viveu, para liderar a grande arrancada salvadora tricolor.
Para recomeçar o ano, relembro o relato, angustiado, que troquei platonicamente com o blog do Juca Kfouri durante aquilo que parecia ser, para mim, o fim dos tempos. Abaixo, está o diário de um torcedor apaixonado que vai do desengano ao júbilo em três meses.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Ídolos de pedra
Estava mais uma vez peregrinando pelo Estádio das Laranjeiras, caminhando pelo gramado, pensando sobre o passado. Espalhadas pelo campo, imagens de bronze pareciam ganhar vida. Castilho pronto para saltar na captura de mais uma pelota; Welfare, dentro da área, pronto para decidir mais um match. Ao redor deles, cada um com sua bola, convidados estáticos desfilavam elegância, destreza e paixão, ídolos como Heleno, Barbosa ou Dida. Homens que construíram um mundo imaginário que tornava-se real a cada conversa entre pai e filho, reunião de botequim e lição de moral de veteranos para infantes. Antes de partir, um café observado pelos vitrais franceses lembrava-me do ideal olímpico, do espírito de amor pelo que se faz, do respeito pela coletividade, do desafio sobre o corpo e mente. Ao partir, caminhando pela alameda dos bustos de tantos outros com quem meus antepassados dividiram alegrias e tristesas, senti a responsabilidade de um legado que deveria passar adiante, para uma nova geração que carregará meu nome e minhas cores.
O devaneio acima foi provocado pela onda de homenagens a ídolos, recentes ou nem tanto, ligados ao futebol. A estátua do Zico parecia óbvia, como se ela sempre estivesse ali, e agora nos apercebemos dela. Reverenciar João Saldanha é reconhecer a grandiosidade do futebol, de que ele é feito de muito mais coisas do que uma bola rolando. Por último, a homenagem a Gighia foi, pelo menos para mim, uma forma enviezada de reconhecer o respeito merecido pelo talento dos outros e, principalmente, superar o trauma e reconhecer o feito de uma geração, vice-campeã mundial.
Mas algo já me cutucava em celebrações como essas, e continuam me incomodando. Os monumentos de material resistente, rígido, capaz de superar intempéries, são grandes âncoras para a memória de um povo, e por isso sua importância. Todos eles vão ultrapassar nossas existências, com alguma facilidade. O registro estará lá, no futuro, gravado na pedra. Mas algo escapa, algo que vai além da recordação de quem foi, onde esteve, o que fez. Falta a emoção. Para os grandes mestres que foram, mereciam mestres como eles para expor todo o sentimento que provocaram, toda a superação e habilidade que impunham aos seus corpos, todos os cânticos de louvor que provocaram em uma massa que, quanto mais o tempo passa, mais ama esse esporte.
Para ver a tira completa, Depósito do Calvin.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Ídolos de barro
A primeira década do terceiro milênio, montada sobre uma ampla rede midiática, trazia a impressão que o exagero levaria ao estrelato. Living fast, dying... never. De Britney Spears e Lindsey Lohan a Ronaldo e Adriano, pipocavam por todos os lados exemplos de gente que, quanto mais bobagem fazia, mais admiração conseguia. O grande rei da extravagância, Michael Jackson, morreu e, ao que parece, virou deus. Assim, tome candidatos esdrúxulos a celebridade em reality shows, como assistentes de palco ou videomakers de Youtube. No apagar da década, Tiger Woods, um dos maiores fenômenos de sua geração, mostrou que, pelo menos no caso dele, o buraco é mais embaixo. Além do prejuízo próprio, com o cancelamento de seus patrocínios, prejuízo a outros. "O escândalo pode ter custado às empresas patrocinadoras do maior golfista do mundo entre 5 bilhões e 12 bilhões de dólares em perdas", como postado no UOL Notícias, ou queda de audiência dos torneios de golfe, que chegara a quase 50% quando afastara-se por oito meses no ano passado. Naquele momento, o percentual de queda das taxas publicitárias dos torneios sofreram um índice de redução parecido, causando apreensão entre os organizadores dos campeonatos com o que poderá acontecer, como foi noticiado em O Globo de 06.01.10. Mesmo que ainda chame todos os olhares em sua direção e ocupe um grande espaço na mídia, como a capa da Vanity Fair, por exemplo, Tiger Woods está provando o gosto amargo de que, mesmo no mundo da fantasia midiática, alguns atos podem gerar, no mínimo, imenso desconforto.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
O símbolo de uma década
Começamos a década com jovens rapazes insistindo em exibi-las. Em pouco tempo, encontrávamos calças arriadas em vários lugares. Passamos a ser obrigados a ver pedacinhos expostos aqui, outro ali. Tomou conta da televisão, dos shoppings, das escolas. Como não sou frequentador de Igreja, não sei se a moda já chegou à missa. Tornara-se, rapidamente, a marca de uma geração. No transcorrer do período, descobrimos que era também instrumento de poder, chegando a ser destaque no noticiário sobre os acordos políticos desenvolvidos pela situação. Há pouco mais de um ano, descobrimos que fortalecia a imagem dos atletas-celebridades, alguns ganhando mais destaque pelo seu uso do que pelo que faziam como esportistas. Agora virou arma terrorista! Pelo visto, enquanto o mercado busca novos produtos para atender as novas demandas, algumas até bem nojentas, no campo da segurança gera artigos preocupados e, de minha parte, uma sugestão: em lugares como aeroportos e Congressos, detectores de cueca. Qualquer um que esteja portando uma, passa a ser suspeito de tentativa de crime.
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