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domingo, 12 de agosto de 2012

Charlie Best


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É uma das garotas mais lindas que vi em muito tempo - de chorar de linda. Alguém como ela só deveria existir aos domingos. As pessoas acham que uma garota chega e eu fico: 'Tá, que seja.' Não. Sou como um pirralho de 9 anos sentado com o amigo, dizendo 'Deus do céu!'
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Charlie Sheen
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Todos nós já tivemos 9 anos. Foi mais ou menos lá que começamos a testar as possibilidades, a tentar perceber até onde poderíamos. A partir dali começa uma vida na qual uns serão leões, alguns, hienas e um monte de outros, apenas herbívoros, ocultos no mato, escondidos. Enquanto leio a entrevista na Rolling Stones, assisto ao encerramento dos jogos olímpicos, com seus atletas marombados, roqueiros rodados, modelos turbinadas e penso no Parker que assisti na sexta-feira e o desejo dos nerds de todos os cantos do planeta de ganhar uns gramas de músculos e a lourinha do baile, com seus quadrinhos na mão, a cara colada na tela e o poster do Jobs na porta. O grão-geek e toda sua fortuna tem seu altar, mas o sonho encubado continua sendo descrito pelas palavras de George Best: 'Gastei toda minha fortuna com bebidas e mulheres. O resto, eu desperdicei'.

domingo, 20 de março de 2011

Libertadores 4


Em 2008, a classificação heróica sobre um time admirável. E esse ano? Superaremos a ameaças?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Libertadores 2


Na primeira fase de 2008, essa foi a grande exibição, com direito a show de Dodô. Um belo chocolate de 6x0. E esse ano, pelo menos uma bala juquinha?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cirque du soleil


Não tenho me animado muito em assistir o Barcelona jogando, apesar de admirar o clube e achar esse time excepcional. Vendo o segundo gol no jogo contra o Hércules, lembrei-me do meu desinteresse por acrobatas de circo. Apesar da imensa dificuldade de execução, do risco da atividade e da plasticidade, nunca me emocionei com essas apresentações. Os movimentos são perfeitos, a apresentação não tem falhas, e a distância não permite ver um suor escorrendo, uma testa crispando, um tique nervoso. Fica difícil pressentir um desastre eminente, ou mesmo um mico desaprovador.
Assim me parece o Barcelona. A bola vai pra lá e pra cá, em toques simples, sem floreios. Os dribles são curtos, objetivos. E sai o gol. Os adversários parecem sparrings dos Globetrotters, com todo o cuidado para não machucarem as estrelas do espetáculo. Aliás, talvez a única graça da final da Copa do Mundo vencida pelo Barcelona desfalcado de Messi e Dani tenha sido a tentativa desesperada dos holandeses de, através de rasteiras, agarrões e golpes de caratê, segurarem o excrete espanhol. Sangue, suor e lágrimas, é o que falta ao show catalão.

domingo, 21 de novembro de 2010

Vocação para tragédia

Por causa da presença de Fernanda Montenegro, iluminada pela sombra de Nelson Rodrigues, no desastroso espetáculo do empate do Fluminense com o Goiás, o jornal O Globo estampou a manchete acima para reafirmar a sina de um time que sossobra na hora fatídica. Mas a tragédia tem ingredientes próprios, e somente em São Paulo o quadro se completou. O profeta do futuro passado vaticinara: "enquanto o homem de corpo fechado estiver em campo, a vitória não virá." Washington, Coração Valente robótico, estava lá, pronto para cumprir o roteiro do drama que se avistava. O homem que sobreviveu a todas as previsões, entra em campo por um preço - o título não será seu. Nem os previsíveis. Na pretensão de ser senhor do seu destino, Muricy resolve, ao contrário dos teatrais gregos antigos, ouvir o oráculo.
Mas sobre quem o vidente vaticinara? O destino é caprichoso, não se deixa possuir tão facilmente. O comandante tricolor não depende apenas de suas forças. Seu arqui-inimigo continua à frente - o Mosqueteiro luta, e parece imbatível. Um fenômeno de oito embates invicto, três vitórias seguidas. Até que o espectro de seu patrono deixa o campo, contundido. O Mosqueteiro curva, sua vitória se distancia, e a derrota só não chega pela proteção das forças ocultas. Depois de tudo isso, para o tricolor ainda falta o toque de mágica, o tento da vitória.
De quem é o corpo fechado? A vitória chega, nos pés de Conca, o Bruxo Imortal, o homem de todos os embates. Onde todos caem, é lá que ele estará. Mas, estará o profeta correto? De quem será o Cálice final?

domingo, 14 de novembro de 2010

Ave, Conca!

O começo foi exuberante. Até o jogo contra o Vasco, no primeiro turno, fomos avassaladores. Recorde de pontos, ampla vantagem sobre os adversários, artilheiro do campeonato, maior público do campeonato, reforços a vista. E, então, o ponderável e o imponderável aparecem. Sem casa, com metade do time reserva, goleiro inseguro, o rendimento cai, e parece que tudo virá abaixo. Mas ainda somos o time de guerreiros. E temos o Conca. Não há como negar que foi o principal maestro da primeira etapa, e é o maior lutador deste campeonato. Presente em todas as partidas, contém as dores e enfrenta as marcações implacáveis, sempre até os últimos minutos dos embates. Cansado mas não abatido, comanda um time que, apesar de todas as adversidades, resiste às investidas de seus maiores adversários e ainda sobrevive no topo. Domingo, o time estava desfalcado de seis titulares. E vencemos. Se a taça virá, não sei. Mas o guerreiro não tombará.