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sábado, 27 de outubro de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
O Nada
"
‘Nothing
comes from nothing/nothing ever could..." (Nada vem do nada/nada
poderia vir…)
A frase não é de nenhum físico ou filósofo. É do musical “A
noviça rebelde” e seu autor é Richard Rodgers, que no caso, além da música, fez
a letra, em vez do seu parceiro Oscar Hammerstein (se pode-se confiar no
Google). Rodgers, sem querer, tocou num ponto muito discutido entre
as pessoas que se interessam pelo Universo e como ele ficou deste jeito.
Em todas as teorias sobre a criação e a expansão do Universo
sempre se chega a um ponto em que ou você aceita que algo se criou do nada ou
você abandona qualquer especulação cientifica e vai criar galinhas. Hoje a própria hipótese de tudo ter começado com um Big
Bang, que você e eu pensávamos que não era mais hipótese e sim uma verdade
indiscutível, está sendo discutida. E o problema é o que fazer com o nada. O
que havia antes do Grande Pum era o nada ou antes — só para complicar — não
havia nem o nada? Os físicos dizem que o próprio tempo começou com o estouro
inaugural que formou o Universo em segundos e portanto não faz sentido falar-se
em “antes”. Mas se antes não havia nem antes havia um nada absoluto, do qual,
desmentindo o Richard Rodgers, criou-se o Universo. Houve um tempo em que
pensar muito sobre tudo isso chamava-se “puxar angústia”.
A descoberta do tal bóson de Higgs foi um feito
extraordinário da física. Intuíram a sua existência, concluíram que ele
precisava existir mesmo que nunca o tivessem visto, foram atrás e o
encontraram. Chegou-se mais perto da chamada teoria unificada do Universo que
já era o sonho do Einstein — agora só restam umas duzentas perguntas para serem
respondidas. E o nada continuará incomodando.
A mãe do Woody Allen, num dos seus filmes
semiautobiograficos, impacienta-se com a preocupação excessiva do menino com o
Universo e pergunta: “O que você tem a ver com o Universo?” Muita gente prefere fazer como aquele inglês que passa por
um campo de batalha sem se abaixar ou tomar qualquer outra precaução com as
balas que voam ao seu redor, pois é um estrangeiro e a guerra não lhe diz
respeito. Não temos como nos precaver contra o que o Universo nos
reserva, mas ele decididamente diz respeito a todos. Até criadores de
galinhas...
"
Luis Fernando Veríssimo
...
quinta-feira, 29 de julho de 2010
A estátua e a esfinge
Escolhas conscientes, vitórias inconsistentes:
uns decifram, outros devoram...
Charges, Leo Martins.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Escondam minha fantasia
Só foi identificado como elemento da fotografia em 1996, mas para tantos que conhecem a imagem, sua existência sempre fora ignorada. Teria dimensão de sua importância? Tal questão fez-me refletir sobre texto de O Globo tratando de personalidades reclusas, matéria motivada pela morte de J. D. Salinger, autor de “O apanhador no campo de centeio”. Pessoas que se esquivaram da exibição pública, passando ao largo da fama que conquistaram. Quem recusaria a celebrização que tantos desejam?
Lembrei-me então de algumas figuras que, mesmo sem recusar o reconhecimento, remaram contra a maré. Pedro II republicano em Paris. Woody Allen ausente em sua premiação do Oscar. Bill Watterson e a desistência comercial de Calvin & Haroldo. Zidane sendo expulso em sua despedida do futebol na final do mundial de 2006. Quando você fantasia que é alguém, veste o traje inteiro ou fica só com os melhores momentos?
…
Bill é o de bigode aí abaixo, feito pelo próprio e postado aqui.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
sábado, 26 de dezembro de 2009
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