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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Clube dos cafajestes



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Alguém já disse que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas: quem não tem princípios morais costuma se enrolar em uma bandeira, e os bastardos sempre se reportam à pureza da sua raça. A identidade nacional é o último recurso dos deserdados.
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Citação de um livro do Umberto Eco por Flavio Gomes

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Qual é o sentido da morte?


The numbers kept coming up in the daily reports. Five here, fourteen there, one day after another. And then the growing figure mounting over a thousand. Peripherally it was ever-present, but still only an abstraction. It was no longer enough to know how many. I needed to see pictures of them, to familiarize myself just a tiny bit more with what was happening far from my warm home. And it really isn’t much. It too is a mere summary, just one more step beyond bare numbers.

Emily Prince

As vítimas de ontem são os vitoriosos de hoje. Elas não se envergonham de mostrar a cara e manter viva a memória nacional, ao contrário dos torturadores, que trafegam pelas sombras e insistem em negar o que fizeram.

Frei Betto

A anistia pode ser mais ou menos justa, mas não é a justiça seu caráter marcante. É a paz.

Paulo Brossard

Pode-se perguntar se [a] constante atualização da história é bênção ou maldição. Não seria melhor ter um país como o nosso, em que algumas décadas passadas já viram história morta?

José Murilo de Carvalho



Emily Prince sobre os mortos americanos no Afeganistão, assunto de sua obra apresentada na imagem acima, citada em Bitaites. Frei Betto, citado por Demétrio Magnoli em 07.01.10 e Paulo Brossard em 09.01.10, sobre o Programa Nacional dos Direitos Humanos de Lula; José Murilo de Carvalho em 09.01.10, sobre rivalidades espanholas, os três últimos em O Globo. Magnoli pode ser encontrado aqui.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O fotógrafo de Hitler


O Globo deste sábado publicou matéria sobre Hugo Jaeger, fotógrafo que acompanhou Hitler entre 1936 e 1943 e registrou a devoção do povo alemão pelo Führer. As fotografias foram vendidas para a revista Life na década de 1960 e publicadas apenas em junho de 2009. O acervo não só preserva a memória de uma época como exemplifica as estratégias de criação da imagem de um líder carismático. Veja o arquivo da Life aqui.
O texto chama a atenção para o fato de que, já na época, Jaeger produzia material colorido, primeiramente as fotografias e posteriormente filmes, neste caso usando tecnologia pioneira de empresas como a Kodak ou a alemã Agfa, empresa que pertencia ao grupo responsável pela produção do gás utilizado no campo de concentração de Auschwitz, aquele mesmo do qual foi furtado o letreiro do portão de acesso de dizeres tão inspiradores, O Trabalho Liberta.


Se o trabalho liberta, o roubo termina em prisão. Pelo menos na Polônia... Desejo muita liberdade a todos em 2010. Imagens de Auschwitz antes e depois do furto via Reuters.

sábado, 26 de dezembro de 2009

A Nação vê estrelas

Numa época que os governantes iam à Europa de navio, pensar sobre os céus era uma prática astronômica. Coisa rara até para aquele momento, ostentar representações como esta acima em um símbolo nacional pareceria uma pretenção de valorizar a ciência, coisa que não se concretizou. Vá lá, pelo menos os aviões de carreira não pararam de cruzar os ares. Nossos políticos não deixam de estar próximos das estrelas. Para entender melhor a História da Bandeira Nacional, ver UFCG, Almanaque Pridie Kalendas e EAD Florianópolis .
Para cantar o hino, bote a mão no peito e acompanhe em Domínio Público.
Imagens via Almanaque Kalendas e País da Hipocrisia. Sobre os hinos, ver também a Wikipédia.