Mostrando postagens com marcador Imagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imagem. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

terça-feira, 11 de maio de 2010

Do baby replicants dream of silicone milk?

Lembrei-me de Do Androids Dream of Electric Sheep talvez por ver este tipo de opções estéticas como uma forma de esta mulher se tornar uma replicant, um mero modelo para diversão sexual dos colonos, como a modelo Pris do filme; mais humana do que os próprios humanos, ou seja, mais sexual do que as próprias mulheres, mais fértil do que a Vénus de Willendorf.
Todas estas ideias se desvanecem quando a imagino alimentando dúzias de bebés replicants sedentos de silicone.

Marco Santos, do Bitaites

sexta-feira, 19 de março de 2010

O que realmente importa


De tudo que aconteceu no Oscar de 2010, a única coisa que realmente tinha alguma importância foi a homenagem a John Hughes. Ver seus atores perfilados para um último tributo, com suas caras envelhecidas, tão comuns quanto a vida, nos faz perceber que o sonho existe, e que um belo dia, vira outra coisa. Afinal, tudo acaba. Mas, por um átimo, existiu um universo de possibilidades. Como numa sequência de pensamento, lembrei-me de outros que se foram ou ainda estão por aí, alquebrados mas resistentes. Enquanto alguns celebram vitórias, outros sorriem ao perceberem que sobreviveram.
Michael-J-Foxcassia eller by thiago padoanMARCELO FROMER kiko coelhorenato cazuza



No dia 12.03, nos despedimos do Glauco. Nunca na história deste país tantos morreram tão jovens. Os anos 80, mais uma vez, estão de luto.
laerte glaucoImagem de Laerte.

terça-feira, 9 de março de 2010

Com licença poética

velazquez_meninas Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir.
Não tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não,
creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos – dor não é amargura.
 Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida  é  maldição pra homem.  Mulher é desdobrável.  
Eu sou.
Adélia Prado

O autorretrato
Rockwell by Rockwell No autorretrato que me faço / - traço a traço –
às vezes me pinto nuvem, / às vezes me pinto árvore…
às vezes me pinto coisas / de que nem há mais lembrança…
ou coisas que não existem / mas que um dia existirão…
e, desta lida, em que busco / - pouco a pouco -
minha eterna semelhança, / no final, que restará?
Um desenho de criança… / Terminado por um louco!
Mário Quintana
Calvin como Rockwell 
Texto, Algma poesia. Rockwell, Yo. Calvin, Depósito.
Pra encerrar, Batistão, que mais parece um professor que, por trás do jeito desanimado, guarda um louco com sonhos de um palhaço.
Batistão

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Espírito olímpico


comemoração da seleção feminina de hoquei medalha de ouro nas olimpíadas de 2010


A equipe feminina de hóquei venceu a medalha de ouro da Olimpíada de Vancouver e comemorou, ao vivo e a cores, a base de champanhe, cerveja e charuto. Bem, pelo menos não estavam de cueca. Via O Globo.
...
Em 2004, Atenas celebrou o retorno dos jogos em território grego, e fez questão de relembrar alguns dos princípios que fundamentavam a reunião de tantos povos em um evento. Belicismo e respeito; filosofia e religião. Uma homenagem aos deuses e aos homens, que deixou rastros na história. Hoje, a coroa de louros seria tragada. O barato é maior e. afinal de contas, o que interessa é o prazer. Veja abaixo a celebração em 2004 de uma outra ética.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Operação para identificar o rosto da Monalisa


Uma equipe de pesquisadores do Comitê Nacional Italiano para a Herança Cultural pretende exumar os restos mortais de Leonardo da Vinci para tentar desvendar o mistério da identidade da Monalisa. Especula-se que, na verdade, seria uma imagem do próprio Leonardo. Para verificar tal possibilidade, além de recuperarem o crânio do gênio, precisariam comparar os traços genéticos da ossada com a de seus descendentes, remontar a sua face e, então, comparar com o quadro. A tentação de reconstruir a Gioconda é grande, como no comercial da Tilibra acima. Só perde para a sedução de uma caçada aos segredos leonardianos.
Matéria publicada em O Globo de 29.01.10.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ídolos de pedra

Estava mais uma vez peregrinando pelo Estádio das Laranjeiras, caminhando pelo gramado, pensando sobre o passado. Espalhadas pelo campo, imagens de bronze pareciam ganhar vida. Castilho pronto para saltar na captura de mais uma pelota; Welfare, dentro da área, pronto para decidir mais um match. Ao redor deles, cada um com sua bola, convidados estáticos desfilavam elegância, destreza e paixão, ídolos como Heleno, Barbosa ou Dida. Homens que construíram um mundo imaginário que tornava-se real a cada conversa entre pai e filho, reunião de botequim e lição de moral de veteranos para infantes. Antes de partir, um café observado pelos vitrais franceses lembrava-me do ideal olímpico, do espírito de amor pelo que se faz, do respeito pela coletividade, do desafio sobre o corpo e mente. Ao partir, caminhando pela alameda dos bustos de tantos outros com quem meus antepassados dividiram alegrias e tristesas, senti a responsabilidade de um legado que deveria passar adiante, para uma nova geração que carregará meu nome e minhas cores.
O devaneio acima foi provocado pela onda de homenagens a ídolos, recentes ou nem tanto, ligados ao futebol. A estátua do Zico parecia óbvia, como se ela sempre estivesse ali, e agora nos apercebemos dela. Reverenciar João Saldanha é reconhecer a grandiosidade do futebol, de que ele é feito de muito mais coisas do que uma bola rolando. Por último, a homenagem a Gighia foi, pelo menos para mim, uma forma enviezada de reconhecer o respeito merecido pelo talento dos outros e, principalmente, superar o trauma e reconhecer o feito de uma geração, vice-campeã mundial.
Mas algo já me cutucava em celebrações como essas, e continuam me incomodando. Os monumentos de material resistente, rígido, capaz de superar intempéries, são grandes âncoras para a memória de um povo, e por isso sua importância. Todos eles vão ultrapassar nossas existências, com alguma facilidade. O registro estará lá, no futuro, gravado na pedra. Mas algo escapa, algo que vai além da recordação de quem foi, onde esteve, o que fez. Falta a emoção. Para os grandes mestres que foram, mereciam mestres como eles para expor todo o sentimento que provocaram, toda a superação e habilidade que impunham aos seus corpos, todos os cânticos de louvor que provocaram em uma massa que, quanto mais o tempo passa, mais ama esse esporte.
Para ver a tira completa, Depósito do Calvin.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ídolos de barro


A primeira década do terceiro milênio, montada sobre uma ampla rede midiática, trazia a impressão que o exagero levaria ao estrelato. Living fast, dying... never. De Britney Spears e Lindsey Lohan a Ronaldo e Adriano, pipocavam por todos os lados exemplos de gente que, quanto mais bobagem fazia, mais admiração conseguia. O grande rei da extravagância, Michael Jackson, morreu e, ao que parece, virou deus. Assim, tome candidatos esdrúxulos a celebridade em reality shows, como assistentes de palco ou videomakers de Youtube. No apagar da década, Tiger Woods, um dos maiores fenômenos de sua geração, mostrou que, pelo menos no caso dele, o buraco é mais embaixo. Além do prejuízo próprio, com o cancelamento de seus patrocínios, prejuízo a outros. "O escândalo pode ter custado às empresas patrocinadoras do maior golfista do mundo entre 5 bilhões e 12 bilhões de dólares em perdas", como postado no UOL Notícias, ou queda de audiência dos torneios de golfe, que chegara a quase 50% quando afastara-se por oito meses no ano passado. Naquele momento, o percentual de queda das taxas publicitárias dos torneios sofreram um índice de redução parecido, causando apreensão entre os organizadores dos campeonatos com o que poderá acontecer, como foi noticiado em O Globo de 06.01.10. Mesmo que ainda chame todos os olhares em sua direção e ocupe um grande espaço na mídia, como a capa da Vanity Fair, por exemplo, Tiger Woods está provando o gosto amargo de que, mesmo no mundo da fantasia midiática, alguns atos podem gerar, no mínimo, imenso desconforto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O símbolo de uma década


Começamos a década com jovens rapazes insistindo em exibi-las. Em pouco tempo, encontrávamos calças arriadas em vários lugares. Passamos a ser obrigados a ver pedacinhos expostos aqui, outro ali. Tomou conta da televisão, dos shoppings, das escolas. Como não sou frequentador de Igreja, não sei se a moda já chegou à missa. Tornara-se, rapidamente, a marca de uma geração. No transcorrer do período, descobrimos que era também instrumento de poder, chegando a ser destaque no noticiário sobre os acordos políticos desenvolvidos pela situação. Há pouco mais de um ano, descobrimos que fortalecia a imagem dos atletas-celebridades, alguns ganhando mais destaque pelo seu uso do que pelo que faziam como esportistas. Agora virou arma terrorista! Pelo visto, enquanto o mercado busca novos produtos para atender as novas demandas, algumas até bem nojentas, no campo da segurança gera artigos preocupados e, de minha parte, uma sugestão: em lugares como aeroportos e Congressos, detectores de cueca. Qualquer um que esteja portando uma, passa a ser suspeito de tentativa de crime.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O fotógrafo de Hitler


O Globo deste sábado publicou matéria sobre Hugo Jaeger, fotógrafo que acompanhou Hitler entre 1936 e 1943 e registrou a devoção do povo alemão pelo Führer. As fotografias foram vendidas para a revista Life na década de 1960 e publicadas apenas em junho de 2009. O acervo não só preserva a memória de uma época como exemplifica as estratégias de criação da imagem de um líder carismático. Veja o arquivo da Life aqui.
O texto chama a atenção para o fato de que, já na época, Jaeger produzia material colorido, primeiramente as fotografias e posteriormente filmes, neste caso usando tecnologia pioneira de empresas como a Kodak ou a alemã Agfa, empresa que pertencia ao grupo responsável pela produção do gás utilizado no campo de concentração de Auschwitz, aquele mesmo do qual foi furtado o letreiro do portão de acesso de dizeres tão inspiradores, O Trabalho Liberta.


Se o trabalho liberta, o roubo termina em prisão. Pelo menos na Polônia... Desejo muita liberdade a todos em 2010. Imagens de Auschwitz antes e depois do furto via Reuters.