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sábado, 11 de agosto de 2012

O mercado invadiu quase tudo


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Estamos virando uma sociedade de mercado, adotando um estilo de vida no qual invadem quase tudo em nosso cotidiano. Minha preocupação é que isso nunca foi debatido. Escolhemos viver assim? O dinheiro deve valer mais do que outros bens e práticas sociais? Ele deve invadir, como vem invadindo, vida familiar, amizade, sexo, procriação, juventude, educação, natureza, arte, esporte e até como encaramos a morte? 
As famílias, as escolas, são um espaço ótimo. As crianças devem ter aulas de debate, devem ser estimuladas  pelos pais a pensar e discutir questões que afetam o seu dia a dia. O que acontece atualmente, em escolas, ou mesmo em famílias, é adultos substituírem o gosto pelo aprendizado por dinheiro.
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Michael J. Sandel
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Não há espaço para o debate e para pensar a vida quando a escola tem apenas duas opções: ou se preocupa com o mercado de trabalho, ou é depósito de jovens. Trecho adaptado da entrevista publicada em O Globo de 11.08.12

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O Nada



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‘Nothing comes from nothing/nothing ever could..." (Nada vem do nada/nada poderia vir…)
A frase não é de nenhum físico ou filósofo. É do musical “A noviça rebelde” e seu autor é Richard Rodgers, que no caso, além da música, fez a letra, em vez do seu parceiro Oscar Hammerstein (se pode-se confiar no Google). Rodgers, sem querer, tocou num ponto muito discutido entre as pessoas que se interessam pelo Universo e como ele ficou deste jeito.
Em todas as teorias sobre a criação e a expansão do Universo sempre se chega a um ponto em que ou você aceita que algo se criou do nada ou você abandona qualquer especulação cientifica e vai criar galinhas. Hoje a própria hipótese de tudo ter começado com um Big Bang, que você e eu pensávamos que não era mais hipótese e sim uma verdade indiscutível, está sendo discutida. E o problema é o que fazer com o nada. O que havia antes do Grande Pum era o nada ou antes — só para complicar — não havia nem o nada? Os físicos dizem que o próprio tempo começou com o estouro inaugural que formou o Universo em segundos e portanto não faz sentido falar-se em “antes”. Mas se antes não havia nem antes havia um nada absoluto, do qual, desmentindo o Richard Rodgers, criou-se o Universo. Houve um tempo em que pensar muito sobre tudo isso chamava-se “puxar angústia”.
A descoberta do tal bóson de Higgs foi um feito extraordinário da física. Intuíram a sua existência, concluíram que ele precisava existir mesmo que nunca o tivessem visto, foram atrás e o encontraram. Chegou-se mais perto da chamada teoria unificada do Universo que já era o sonho do Einstein — agora só restam umas duzentas perguntas para serem respondidas. E o nada continuará incomodando.
A mãe do Woody Allen, num dos seus filmes semiautobiograficos, impacienta-se com a preocupação excessiva do menino com o Universo e pergunta: “O que você tem a ver com o Universo?” Muita gente prefere fazer como aquele inglês que passa por um campo de batalha sem se abaixar ou tomar qualquer outra precaução com as balas que voam ao seu redor, pois é um estrangeiro e a guerra não lhe diz respeito. Não temos como nos precaver contra o que o Universo nos reserva, mas ele decididamente diz respeito a todos. Até criadores de galinhas...
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Luis Fernando Veríssimo

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O texto foi publicado em O Globo de 22.07.12. A imagem é de Alberto Montt, via Toca do Calango.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ensinamentos finlandeses


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Tecnologia é parte das nossas vidas e é usada nas escolas finlandesas. Professores na Finlândia usam tecnologia para ensinar de maneiras muito diferentes. Alguns, a utilizam muito e outros raramente. Aqui a tecnologia é uma ferramenta, mas o foco continua sendo na pedagogia entre pessoas, sem tecnologia. A tecnologia não deve guiar o desenvolvimento educacional e, sim, ser uma ferramenta como várias outras.
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Pasi Sahlberg

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Trecho de entrevista de especialista em educação da Finlândia. Para ler o texto na íntegra, aqui.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A pedagogia da marquetagem



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Governos que pagam mal aos professores, que não têm programas sérios de capacitação dos mestres, onde escolas estão caindo aos pedaços, descobriram que a compra de equipamentos eletrônicos é um bálsamo da pedagogia da marquetagem. Cria-se a impressão de que se chegou ao futuro sem sair do passado.
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Elio Gaspari. Texto abaixo.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Educação cibernética

"Ensino: internet como aliada", uma reflexão da Cora Rónai sobre o ensino na rede e seus pequenos dilemas. Diria que, além das questões pedagógicas, existem as resistências de quem está apenas acostumado a orkut & msn ou como repassador de emeios. A ilustração é de autoria do jovem João Montanaro, de 14 anos, encontrada no Gibizada.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Dê os classificados para seu mestre

Coréia do Sul planeja colocar robôs nas salas de aula do país inteiro. Há um planejamento de investimentos na implementação até 2013. O robô pode servir de assistente do professor, recitar histórias para a criançada e receber e transmitir mensagens dos pais para seus filhos. Queridos colegas professores, é uma questão de tempo... Via Galileu.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tupinicópolis sideral

O Museu da Amazônia construiu na Reserva Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus, um planetário para mostrar como diferentes grupos indígenas interpretam as estrelas. Cinco monitores alunos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e que pertencem aos povos baré, desana, tukano e ticuna já foram treinados pelo museu para explicar como seus povos interpretavam as estrelas. Via Globo.com.

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A imagem acima foi produzida pelo telescópio Herschel que fotografou uma região de gás frio na constelação do Cruzeiro do Sul, que para a cultura guarani seria parte da constelação da Ema, que ficaria entre aquela e a constelação de Escorpião. Para saber mais sobre a imagem, aqui. Para saber mais sobre a Ema, veja questões do Enem de 2008 sobre o assunto abaixo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A evolução do ensino de matemática no Brasil

calvin&harodotira4
Texto que circula pela internet e já foi publicado pelo Zuenir Ventura em O Globo. A minha fonte foi o blog Life Machine.
Uma professora anônima resolveu mostrar como eram e serão os testes de matemática e tenho certeza que vocês vão adorar como será feito em 2010.
1. Ensino de  matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$  100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um  lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o  lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um  carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o  lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00  ( )R$80,00 ( )R$100,00
5. Ensino de matemática em  2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo  de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está  certo?
( )SIM ( )  NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um  carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00  ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um  carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00  ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Detetives do passado

Sítio da Unirio que através do formato de webquests propõe desafios juvenis e apresenta curiosidades sobre o século XIX escravista brasileiro, tendo por objetivo o incentivo à consulta e ao experimento com documentos usados para pesquisas históricas. Via Clube do Explorador Mirim. A imagem acima, apenas ilustrativa do meu texto, é do filme O Xangô de Baker Street.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Este mês, na Veja

"Ensinem os filhos a falhar", diz o estudioso das relações familiares, o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun, em entrevista de 09.12.09.
Leia aqui.




"Uma família harmônica não necessariamente faz de um jovem uma pessoa capaz de suportar o sofrimento inerente à condição humana"




Em entrevista em 16.12.09, Jimmy Wales, o fundador da Wikipédia, diz que o objetivo da maior enciclopédia domundo é tornar-se uma fonte de informações de qualidade na internet.
Leia aqui.




"A Wikipédia é um excelente ponto de partida para uma pesquisa, mas não é o melhor ponto final"




Entrevista com Bjorn Lomborg, principal representante dos céticos sobre as mudanças climáticas diz que o combate ao aquecimento global tem de se basear em tecnologia, e não em mudanças no consumo.
Leia aqui.




"Análises e argumentos baseados no pior dos piores cenários induzem ao pânico, e o pânico não é a melhor forma de fazer um bom julgamento"




Via Veja.